Fevereiro tem vinte e oito dias, e o carnaval come uma semana inteira deles. Na prática, é o mês mais curto do calendário de um consultório: quem planeja doze publicações acaba publicando oito, e as quatro que sobraram viram dívida em março.
O ajuste é simples e quase ninguém faz: planejar fevereiro com nove publicações, não com doze. Um mês curto planejado como curto sai inteiro; um mês curto planejado como cheio sai pela metade e deixa a sensação de que o perfil desandou.
O carnaval não é feriado, é uma parede
Do sábado à quarta de cinzas, o consultório fecha e o feed some. Isso não é problema — é previsível, e o que é previsível se planeja.
Duas decisões resolvem a semana. A primeira é avisar antes: um post ou um story no fim da semana anterior com o horário de funcionamento e como a pessoa faz se precisar de urgência. É o conteúdo mais útil que um perfil de saúde publica no ano e leva dez minutos.
A segunda é não publicar por publicar na terça de carnaval. Nada do que sai naquele dia é lido. Melhor deslocar a publicação para a quinta, quando o país volta, do que queimá-la no vazio. Se a sua cadência é de três por semana, a semana do carnaval é a única do ano em que uma só está certa — e a razão de a pergunta certa ser por quantos meses, e não por quantas vezes, está em por quanto tempo o perfil precisa continuar.
As datas do mês
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data móvel — fevereiro ou março
Carnaval Geral
a semana em que a agenda para
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o último dia do mês
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o mês inteiro
Fevereiro Laranja Mês
conscientização sobre a leucemia
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o mês inteiro
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4 de fevereiro
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11 de fevereiro
Dia Mundial do Doente
cuidado de quem adoece
Duas campanhas de sangue e uma de dor crônica
O Fevereiro Laranja (leucemia) e o Dia Mundial do Câncer, no dia 4, são datas de grande alcance e pouca disputa: quase nenhum consultório entra nelas porque parecem assunto de hospital.
Parecem, mas não são. Todo profissional de saúde tem alguma coisa concreta a dizer sobre diagnóstico precoce dentro da própria área — o que se vê num exame de rotina, o que faz alguém adiar uma investigação, o sinal que a pessoa costuma achar que é bobagem. Esse post não é sobre câncer: é sobre a sua consulta.
O Fevereiro Roxo é o mais rico dos três, porque junta lúpus, Alzheimer e fibromialgia — três condições em que o paciente convive anos com sintoma antes de alguém nomear. É uma data forte para quem trabalha com dor crônica e para quem atende idoso, e uma das poucas em que o post "isto não é frescura" é informação, e não desabafo.
O último dia do mês é o mais incomum do ano
O Dia Mundial das Doenças Raras cai no último dia de fevereiro — 28, ou 29 em ano bissexto —, e a escolha da data é literal: é o dia mais raro do calendário.
É a data de menor concorrência da lista inteira, e vale muito para quem atende casos de longa investigação. O post que funciona é o mais humano possível: o tempo médio que uma família leva até um diagnóstico, e o que um profissional pode fazer quando ainda não sabe o nome do que está vendo.
Fevereiro numa clínica com várias especialidades
Num consultório de um profissional só, escolher uma data por mês é fácil. Numa clínica com várias especialidades o mês curto vira um problema de divisão: se cada profissional quiser a sua data, fevereiro acaba antes.
O que funciona é o contrário do rodízio. Uma data, um assunto, e cada profissional entrando nele pelo ângulo dele — no Fevereiro Roxo, o mesmo mês serve à dor crônica, à memória e ao sono, sem que a clínica publique três vezes a mesma coisa. Fica um mês com voz única em vez de um mural de recados.
Fechado fevereiro, março devolve as quatro semanas cheias e traz junto a primeira campanha grande do ano para quem atende mulheres.
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