Esta lista existe para ser usada, não lida de uma vez. A ideia é abrir aqui na hora de planejar a semana, pegar três coisas de blocos diferentes e fechar o assunto sem gastar meia hora olhando para o teto.
Antes disso, uma regra que faz a lista funcionar: escolha por função, não por assunto. Um post que ensina, um que mostra como você pensa e um que resolve uma dúvida prática — nessa proporção, toda semana. O porquê dessa divisão, e a taxonomia inteira que a produção usa, estão em para que serve cada post do perfil.
E vale a régua da casa em tudo o que vem abaixo: nada aqui promete resultado, mostra antes e depois, usa depoimento de paciente, expõe caso identificável ou fala de preço. Nenhuma ideia desta lista precisa disso.
Vinte que servem a qualquer profissão da saúde
- O que acontece na primeira consulta, passo a passo, do momento em que a pessoa chega até a saída.
- A pergunta que você mais responde na semana. Se explicou duas vezes, é post.
- O que a pessoa deveria levar — exames, receitas, lista de remédios, histórico.
- Quanto tempo dura de verdade o atendimento, e por que dura isso.
- A diferença entre dois termos que o paciente confunde e usa como sinônimo.
- O que não é da sua área — e para quem a pessoa deve ir nesse caso. Ganha confiança justamente por não puxar para si.
- Um mito desfeito, dos que chegam prontos à consulta.
- O sinal de que está na hora de procurar alguém, e o de que dá para esperar.
- O que você observa numa primeira avaliação que a pessoa não imagina que você esteja olhando.
- O erro mais comum de quem tenta resolver sozinho — sem ironia, porque quem tentou tinha um motivo.
- A rotina do lugar onde você atende: a sala, o equipamento, o que acontece antes de a pessoa entrar.
- Quem é a equipe — nome, função, quanto tempo está ali.
- O cuidado invisível: esterilização, protocolo, o que se faz entre um atendimento e outro.
- Como funciona o retorno e por que ele existe.
- Se atende online, como é e o que muda.
- O que fazer no fim de semana se acontecer aquilo que costuma acontecer.
- A explicação de um exame ou de uma medida que aparece no laudo e assusta.
- Por que você escolheu essa área. Uma vez por ano, e vale mais do que dez posts técnicos.
- Uma decisão que você toma diferente da maioria, com o motivo.
- A dúvida que ninguém faz em voz alta — a que chega pelo direct, no plural, sem nome.
Odontologia
A área onde mais se compara orçamento, e por isso a que mais ganha com conteúdo que explica antes de a conversa começar. A régua completa da profissão está em Instagram para dentistas.
- O que um canal realmente é, por que dói menos do que a fama e por que custa o que custa.
- O que acontece com um dente que perdeu a restauração e "não está incomodando".
- Quanto tempo dura um aparelho, e o que faz durar mais.
- O que é contenção e por que ela não é opcional.
- O que faz um periodontista — a especialidade que quase ninguém sabe que existe.
- Aparelho depois dos quarenta: o que muda e o que não muda.
- Sensibilidade depois do clareamento: o que é esperado e o que não é.
- Como é a primeira consulta de odontopediatria, contada para a mãe e para a criança.
- Bruxismo: os sinais que aparecem antes de a pessoa desconfiar.
- O que a moldagem digital mudou no pós.
Psicologia
A régua mais estreita da saúde, e a que mais recompensa quem publica o processo em vez do caso. O quadro inteiro está em marketing para psicólogos no Instagram.
- O que acontece numa primeira sessão, minuto a minuto.
- A diferença entre o que a pessoa chama de ansiedade e o que a clínica chama.
- Quanto tempo dura uma terapia — e por que essa pergunta não tem resposta única.
- O que é sigilo, na prática.
- A diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista.
- Por que a frequência importa mais do que a duração de cada sessão.
- O que a terapia não resolve.
- Como é a sua abordagem e o que ela pressupõe.
- Terapia online: o que funciona igual e o que muda.
- O que fazer quando alguém próximo precisa e não quer ir.
Medicina
O passo entre a indicação e a consulta é onde o perfil médico trabalha, e a régua é a mais conservadora de todas — o assunto de Instagram para médicos.
- O que aquele exame mede, em linguagem de gente.
- Três sintomas que costumam assustar sem precisar, e um que merece atenção.
- O que muda entre a consulta de rotina e a de queixa.
- Como se prepara para o exame que você mais pede.
- O que a especialidade trata além do óbvio.
- Quando é caso de emergência e quando é caso de agendar.
- O que você pergunta na anamnese e por que aquilo importa.
- Reembolso: o que você emite e como a pessoa pede.
- A diferença entre duas condições que a internet trata como a mesma.
- O que acontece depois do diagnóstico — o roteiro que ninguém explica.
Fisioterapia
A área em que a alta encerra a relação, e por isso a que mais depende de um perfil que continue publicando entre um episódio e o outro — a conversa inteira está em Instagram para fisioterapeutas.
- O que é feito na primeira avaliação, e por que ela demora mais.
- A diferença entre dor que melhora com movimento e dor que piora.
- Quantas sessões, e do que isso depende.
- O exercício que quase todo mundo faz errado em casa.
- O que acontece quando se para no meio do tratamento.
- Pós-operatório: o que esperar de cada fase.
- Por que gelo nem sempre é a resposta.
- O que a fisioterapia pélvica trata — outra especialidade invisível.
- A postura no trabalho: o que muda de verdade e o que é lenda.
- Como saber se o exercício está sendo bem feito, sem alguém olhando.
Nutrição
Onde o assunto já vem pronto e é justamente por isso que ele é difícil: a régua que separa um perfil profissional do resto da tela está em social media para nutricionista, e a rotina de quem toca a conta — a repartição do mês, o direct, a foto possível — em o perfil de um consultório de nutrição por dentro.
- O que acontece na primeira consulta, e por que ela não começa com dieta.
- A diferença entre o plano alimentar e a lista de proibições.
- O que os exames mostram e o que eles não mostram.
- Por que o peso é a pior medida isolada de progresso.
- Como funciona a consulta de acompanhamento.
- Alimentação e rotina de plantão, para quem trabalha em turno.
- O que é ultraprocessado, sem julgamento.
- Suplemento: quando faz sentido e quando é dinheiro fora.
- O que muda na nutrição infantil.
- A pergunta que todo paciente faz na primeira semana.
Fonoaudiologia
A profissão que precisa se apresentar antes de ser procurada, porque quase ninguém sabe nomear o que ela resolve — o desdobramento disso está em fazer alguém descobrir que existe uma porta.
- O que a fonoaudiologia trata — a lista costuma surpreender.
- Sinais de que uma criança precisa de avaliação de fala.
- O que é terapia de voz, e quem precisa dela.
- Deglutição: o que é engasgo comum e o que não é.
- Como é a avaliação auditiva, passo a passo.
- O que muda depois de um AVC, e o que a reabilitação alcança.
- Uso de voz profissional: o cuidado de quem fala o dia inteiro.
- Quando o "ele fala pouco" merece uma consulta.
- O que os pais podem fazer em casa, com honestidade sobre limites.
- A diferença entre atraso e distúrbio.
Nesta área a lista é a metade fácil. A outra metade é como cada uma dessas ideias vira uma peça que alguém reconhece rolando a tela sem som — e isso, com a repartição do mês e o que dá para fotografar numa sala pequena, está em como funciona o perfil de um consultório de fonoaudiologia.
Quiropraxia
A profissão em que o conteúdo tem um trabalho a mais: boa parte de quem procura ainda está descobrindo o que a quiropraxia é. Explicar já é metade do serviço — e o resto está em marketing para quiropraxistas.
- O que a quiropraxia faz e o que ela não faz — as duas listas, lado a lado.
- Como é a primeira sessão, do começo ao fim.
- O estalido: o que é aquele som, e por que ele não é o objetivo.
- Quando a dor nas costas merece avaliação, e quando ela merece pressa.
- O que a avaliação procura antes de qualquer ajuste.
- Quantas sessões, e por que a resposta honesta é "depende".
- A diferença entre quiropraxia, fisioterapia e massagem.
- Postura no trabalho: o que muda de verdade, sem promessa.
- O que fazer entre uma sessão e outra — e o que evitar.
- Quem não deve fazer, e por que a triagem existe.
Estas dez rendem mais quando se decide antes quais delas vencem na semana em que saem e quais continuam servindo daqui a seis meses — nesta área a pessoa lê hoje e procura meses depois, então é a repartição, e não a lista, que sustenta o mês. Ela está em quem lê um perfil de quiropraxia, e em que dia.
Clínica com mais de um profissional
Aqui a lista muda de natureza: o assunto é a casa, e o desafio é o perfil falar por várias pessoas sem virar colagem. É o que está em redes sociais para consultório.
- O que cada sala resolve — uma especialidade por post, ao longo do mês.
- Quem é cada profissional, com nome, formação e o que atende.
- Como funciona o encaminhamento entre as especialidades da casa.
- A estrutura: equipamento, acessibilidade, estacionamento, o prático.
- O que a clínica faz que o paciente antigo provavelmente não sabe.
- Como é marcar com mais de um profissional no mesmo dia.
- A rotina de bastidor: esterilização, limpeza, preparo da sala.
- Datas de campanha da saúde, com a voz da casa.
- Quem atende criança e quem atende adulto, dito com todas as letras.
- O que muda quando alguém novo entra na equipe.
As ideias que parecem boas e não são
Três categorias aparecem em toda lista de sugestões da internet e custam mais do que rendem num perfil de saúde:
O conteúdo motivacional. Frase em fundo bonito não diz nada sobre você, não responde dúvida nenhuma e some no feed. É o post mais fácil de fazer, e é por isso que todo mundo faz.
A trend do momento. O áudio da semana funciona para quem vive de alcance. Um perfil profissional vive de confiança, e o custo de parecer o que não se é demora a aparecer, mas aparece.
O post sobre o próprio Instagram. "Ative as notificações", "me segue", "comenta aqui". Fala com quem já está lá, não constrói nada e ocupa um dos três lugares da semana.
A efeméride sem assunto. O cartão de "feliz dia de" é da mesma família das três acima — mas a data em si não tem culpa: ela é uma das melhores fontes de pauta que existem quando se entra nela por uma porta que informa. Quais são, e o que publicar em cada uma, está em as datas comemorativas da saúde, mês a mês.
O que fazer com isso na segunda-feira
Escolha três: uma da lista geral, uma da sua área, uma da que sobrou. Marque na agenda os dias em que elas vão ao ar — e, se quiser resolver o mês inteiro de uma vez em vez de semana a semana, o mês numa folha só mostra a forma. Repita na semana seguinte com três diferentes. Se uma das três pedir a sua voz em vez de uma arte, o vídeo de trinta segundos que não pede coreografia é o formato; se tiver etapas, é uma sequência de cartões.
Em doze semanas você terá trinta e seis posts publicados, o que já é um perfil — e, mais importante, terá descoberto quais assuntos trouxeram mensagem. É essa lista, e não esta aqui, a que vale de verdade: a que a sua própria audiência escreveu. Se a dúvida for por que umas áreas rendem um tipo de assunto e outras rendem outro, a resposta está em o formato da pergunta que a pessoa digita antes de procurar alguém.
O atendimento continua sendo o seu talento. A parte de aparecer pode ser de outra pessoa.
✦ Continue lendo
-
Instagram
Fotos do consultório com o celular: o guia prático
O banco de imagens serve para o genérico; o que faz um perfil parecer de verdade é a foto do lugar onde você atende. Luz, ângulo, o que arrumar antes, quantas fotos tirar de uma vez e o que nunca pode entrar no enquadramento.
-
Instagram
Stories para consultório: o que publicar nos dias em que nada acontece
O feed é o que fica, o story é o que passa — e por isso ele obedece a outras regras. Sete formatos que se sustentam durante meses, o que nunca entra e por que um dia sem story não abala nada.
-
Instagram
Como escrever a legenda de um post de saúde
A arte para o dedo parar, a legenda para a pessoa ficar. Este é o método de escrever a legenda de um post de consultório — a primeira linha, o meio, a chamada e as três frases que um profissional de saúde não pode usar.